Herbert Marcuse

O pensamento de Marcuse, divulgado em versões simplificadoras que enfatizavam a liberdade sexual como complemento indispensável da emancipação econômica e política, contribuiu para que se desencadeasse a rebelião estudantil de 1968.

Herbert Marcuse nasceu em Berlim, Alemanha, em 19 de julho de 1898. Em 1922 formou-se pela Universidade de Freiburg. Foi aluno de Edmund Husserl e Martin Heidegger e, ainda na universidade, tornou-se militante do Partido Social Democrático Alemão. Com Theodor Adorno e outros, fundou o Instituto de Pesquisas Sociais, conhecido como Escola de Frankfurt. Quando Hitler ascendeu ao poder, Marcuse mudou-se para a Suíça e, depois, para os Estados Unidos. Em 1940 naturalizou-se americano. Lecionou em Colúmbia, Harvard e outras universidades.

A doutrina de Marcuse teve como ponto de partida a dialética de Hegel e a filosofia de Heidegger. Em política, condenou o marxismo soviético que, a seu ver, se inclinava para o determinismo e o oportunismo, sem se deter na interpretação básica das contradições. Denunciou o caráter repressivo da sociedade industrial e pregou transformações revolucionárias tanto nas instituições sociais como nas atitudes do homem, que a seu ver se deve libertar, inclusive pela sexualidade, das convenções e condicionamentos que o escravizam. Acusou a sociedade capitalista de criar necessidades de consumo artificiais e incessantemente renovadas, mediante a manipulação das consciências pelos meios de comunicação de massa, fonte de um estilo de vida que chamou "unidimensional" -- o conformismo.

Eros and Civilization (1955; Eros e civilização) e One-Dimensional Man (1964; Ideologia da sociedade industrial) estão entre seus livros principais. Em Counterrevolution and Revolt (1972; Contra-revolução e revolta), preconizou a renovação da esquerda a partir de premissas marxistas. Marcuse morreu em Starnberg, Alemanha, em 29 de julho de 1979.

     
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