Avicena

Deve-se a Avicena, persa de cultura árabe que exerceu grande influência no pensamento ocidental, a sistematização da filosofia islâmica.

Abu Ali al-Husain ibn Abdala ibn Sina, conhecido no Ocidente como Avicena, nasceu em Bukhara, Pérsia, no ano de 980. Seu pai, alto funcionário do governo, proporcionou-lhe educação esmerada. Ao longo da vida, que transcorreu em um dos períodos mais agitados da história da região, Avicena trabalhou em diversas cortes como médico, ao mesmo tempo em que escrevia sobre os assuntos mais díspares, como metafísica, lógica, filosofia, teologia, medicina, astronomia, matemática, retórica e música.

No campo médico, suas grandes contribuições foram o célebre al-Qanun fi al-tibb (Cânon de medicina), que, traduzido para o latim no século XII, tornou-se a principal fonte da medicina medieval, e o Livro da cura, seu maior tratado filosófico. Profundo estudioso de Aristóteles, deu, não obstante, interpretações originais à teoria do conhecimento. Apesar de admitir a existência de Deus e da alma, afirmava a eternidade e o caráter incriado da matéria, causa da pluralidade das coisas. Observa-se nele forte influência neoplatônica, que talvez tenha motivado sua intenção de criar uma teosofia mística que sustentasse a fé islâmica. Seu pensamento preparou as descobertas do Renascimento. Avicena faleceu em 1037 em Ramadã, Pérsia.

     
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