Filosofia da História

Se a organização como ciências sociais independentes, no final do século XIX, de uma série de disciplinas até então integradas à filosofia, como psicologia, sociologia e antropologia, e o extraordinário progresso de outras, como lingüística e filosofia da linguagem, motivaram uma crescente especialização e fragmentação nos estudos sobre o homem, também permitiram, com os novos métodos estabelecidos por essas ciências, a reorganização de um extraordinário caudal de conhecimentos.

A psicanálise, a filosofia da linguagem comum, a antropologia cultural, a gramática gerativo-transformacional - que reavivou o problema filosófico tradicional da existência das idéias inatas - são, entre muitas outras, áreas de pesquisa que proporcionaram novos enfoques sobre a natureza humana e deram lugar a uma profunda reformulação da concepção clássica do homem. Fruto disso tem sido o surgimento de uma série de disciplinas - antropologia filosófica, semiótica ou teoria geral dos signos, pedagogia moderna - e de escolas - estruturalismo, escola de Frankfurt - que, de uma forma ou outra, estabelecem como objeto prioritário a integração dos dados proporcionados pelas diferentes ciências sociais numa visão unitária do homem e suas relações com o meio. Nesse aspecto, portanto, justifica-se mais uma vez a afirmação tradicional de que é precisamente a diversidade de seus interesses que garante a unidade do espírito filosófico.

     
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