Instrumental e Metodologia


Entre os instrumentos a que se recorre para a exposição de teorias astronômicas, destacam-se os atlas celestes, por sua constante utilização a partir do século XVII. Os que foram organizados por meio do telescópio têm origem no atlas do inglês John Flamsteed. Elaborado no começo do século XVIII, arrolava 2.866 estrelas. No século XIX o astrônomo alemão Eduard Schönfeld publicou o primeiro atlas com astros do hemisfério boreal, em que já figuravam 324.198 corpos celestes. Um argentino, Macon Thome, estendeu-o ao hemisfério austral, atingindo um total de 641.000. Em 1930, a aplicação da fotografia à prospecção celeste serviu de base à elaboração do Henry Draper Catalogue, com mais de 400.000 astros. Mais tarde, os observatórios astronômicos passaram a contar seus achados em milhões.

No século XIX, a astronomia ficou ainda mais ligada à física do que estivera a partir de Newton. Joseph von Fraunhoffer, célebre construtor de telescópios, pela primeira vez decompôs a luz do Sol através de um prisma. Em 1859, Gustav Robert Kirchhoff pôde explicar que os raios de diversas cores que se obtêm desse modo revelam a composição química do corpo que os emite. A parir de tais estudos experimentais desenvolveu-se uma nova geração de instrumentos (espectrômetros, fotômetros e calorímetros).

Juntamente com os novos instrumentos, avançadas técnicas de fabricação de emulsões fotográficas possibilitaram a obtenção de imagens cada vez mais exatas e mais nítidas dos astros. Os telescópios aumentaram de tamanho e alcance. O telescópio eletrônico levou essas qualidades ao extremo, embora sempre dentro das possibilidades que oferecia o céu noturno, cujas perturbações impedem uma observação clara. Em 1957, quando se lançou ao espaço o primeiro satélite artificial, os astrônomos viram abrir-se a possibilidade de abandonar o planeta como ponto de observação. Os satélites e as mais avançadas sondas espaciais são capazes de colher e transmitir, do espaço exterior, dados de que nem se tem conhecimento na Terra.

Em 1932, registraram-se os raios radioelétricos emitidos pela Via Láctea. Desenvolveu-se desde então um novo campo, a radioastronomia, baseada na análise da emissão e absorção de radiações. Por meio dela, realizaram-se grandes avanços nos estudos sobre a atividade solar, a estrutura da nossa galáxia e a origem dos raios cósmicos. A radioastronomia revelou ainda a existência de complexas estruturas galácticas como os pulsares e os quasares.

Veja também:
Astronomia com Galileu e Newton
Astronomia na Idade Média e no Islã
Astronomia no Brasil
Astronomia no Renascimento
Astronomia nos Séculos XVIII, XIX e XX

     
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